Relatos sobre o papel da música na vida de crianças SD são comuns no cotidiano de diversos educadores musicais e musicoterapeutas. Entretanto, tais relatos são bastante raros na literatura. Poucos são os pesquisadores e profissionais da área da música que se lançam na questão da educação musical neste contexto e, mais raros ainda, são aqueles que conseguem transformar em ação e prática.
Existe alguns questionamentos importantes a serem colocados antes de se realizar um trabalho prático em sala de aula. A preocupação com o preparo do profissional, suas expectativas quanto ao desenvolvimento dos alunos especiais, o conhecimento de seus limites e possibilidades bem como o conhecimento sobre o próprio ambiente de trabalho são algumas questões levantadas e investigadas. “É importante manter a mente aberta para perceber as potencialidades de cada um. Todo trabalho deve ser feito com paciência e carinho, lembrando-se de que é preciso valorizar a auto-estima de cada aprendiz, motivando-o a reconhecer sua contribuição frente ao grupo em que está inserido”.
Estudo realizado em um centro de educação especial da cidade de Curitiba, foi observada uma sessão de musicoterapia com duração de 45 minutos realizada por uma profissional da área. Uma sala pequena, tranqüila e aconchegante. No chão há um teclado, aparelho de som, alguns instrumentos, almofadas. Inicialmente a musicoterapeuta (MT) toca no teclado algumas canções de boas vindas e, ao fazê-lo, pergunta à criança como está o dia, que dia é hoje, se está chovendo ou se faz sol, objetivando situar a criança no tempo e no espaço. Em seguida pergunta sobre o seu estado de humor e pede que acompanhe-a no teclado, da maneira como desejar. A criança tenta acompanhar o ritmo escolhido pela MT explorando aleatoriamente todos os registros do teclado, tornando a atividade prazerosa, uma vez que à criança é dada a liberdade de explorar livremente o instrumento musical.
A preocupação em manter um ambiente calmo, limpo, tranqüilo e aconchegante se observa tanto na sala de musicoterapia como em todos os ambientes da escola.O respeito pela rotina se faz presente desde a entrada das crianças até o planejamento de cada aula. No caso da sessão observada, a MT insiste em manter a seqüência de começo, meio e fim de cada atividade, organizando e ordenando as propostas, possibilitando assim a interação e a naturalidade da criança.
É possível usar a música em programas de educação especial através de uma boa preparação do profissional, que deve ser capaz de planejar, adaptar e avaliar atividades e procedimentos de acordo com cada indivíduo. Acredito que cada profissional deve analisar de que maneira o uso da música pode auxiliar no desenvolvimento fisco, intelectual e afetivo das crianças SD, identificando questões específicas ao desenvolvimento musical e sugerindo novas perspectivas para os diversos setores das áreas da saúde e da educação de um modo geral.
Um grande abraço e que Deus os abençoe.
*Fonte:
Anahi Ravagnani
IV Simpósio Internacional de Cognição e Artes Musicais.
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
Luciano Grisa
Produtor Musical e Tecladista
Grisa Studio & Audio Producer

Olá Luciana,
Obrigado pelo comentário. Utilize a pagina de contato para enviar e-mail, que eu estarei respondendo as suas perguntas.
Parabéns para a sua filha e seu interesse sobre o assunto.
Um abraço.
Olá Luciano,
Minha filha está prestes a apresentar uma feira sobre síndrome de down na escola em dezembro e o tema dela é atrelado a musicalidade, se puder entrar em contato para dar um apoio e mandar dicas seria bastante interessante, estamos querendo mostrar para as pessoas a importância da música na inclusão social de portadores de sindrome de down. Também estou procurando algum local em Recife que faça esse trabalho de música de down para que possam se apresentar.
Muito bom o seu trabalho, o Brasil realmente precisa disso.
Olá Luciano,
Estou no 1° ano do curso de Ciências Sociais, e estou montando um projeto na área de Antropologia que abranja a musicoterapia para crianças com Síndrome de Down. Realmente há pouca bibliografia sobre tal tema, gostei da sua publicação no blog. Se for possível, entre em contato em meu e-mail.
Muito obrigada.
Abraço,
Mariana
Parabéns Ana pela sua filha.
Que Deus continue abençoando a sua família.
Um abraço.
Gostei, de saber que estou no caminho certo , minha filha adora musica e eu a tenho utilizado para ensina-la sobre diversos temas. Ao realizar uma acao logo relaciono com uma musica, insetivando-a participar acompanhando a letra ( trabalho a fala e o ritmo ), com gestos ( coordenacao motora ) ,identificacao dos diferentes sons dos instrumentos , entre tantas outras formas de transformar o aprendizado mais prazeroso.
Afinal quem canta os males espanta e vive mais feliz.
Olá Márcio,
Muito obrigado pelo seu comentário.
Um abraço!
Meio tarde o comentário, mas esta matéria fui de grande ultilidade, estou trabalhando a pouco tempo com pessoas com SD e tenho sentido a necessidade de um preparo melhor para adaptar a música aos pacientes, sou apenas um musico produtor e educador musical aprendendo a contribuir com eles, já que é tão escasso os recursos para isso…
Abraços
Feito o acerto.
Desculpe Anahi pelo erro estarei fazendo o acerto.
Prezado Luciano,
Fiquei feliz ao perceber que vc se interessa pelo tema: música na educação especial. Fico contente também que pesquisou o meu trabalho e o achou interessante, a ponto de publicá-lo no seu blog. Sugiro apenas que a fonte seja citada na íntegra, incluindo meu nome e o nome correto da instituição que sediou o envento:
Anahi Ravagnani
IV Simpósio Internacional de Cognição e Artes Musicais. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
Um abraço,
Anahi